Está na lei. É a justiça quem determina, se não fosse por força legal o menino - Sean Goldman de 9 anos, não teria sido “condenado” a retornar para os EUA para – mesmo contra sua vontade, como informa o padrasto – ter que viver com o pai biológico.
Todos os entendidos na interpretação “fria” da letra legal considera a decisão de encaminhar – via sedex? – o menino de volta ao pai o mais correto.
Que coisa! Somos coisas?! Pois uma das características das coisas é que elas ganham este status a partir do momento que elas tem um dono, alguém que a reivindique, alguém que lhe dá a condição de propriedade privada. Assim estão fazendo com este menino, tratando-o como uma coisa, um pedaço de pau, com menos dignidade que um abajur, seja ele lilás ou não, arranhado ou não, esburacado ou não.
Eu imagino esse menino daqui a uns 4 anos, no apogeu da adolescência… terás motivos de sobra para potencializar estados emocionais difusos (depressão, euforia, depressão…), causando diversos problemas para si e para o “vitorioso” pai, aquele que tinha a patente de propriedade do menino – a certidão de nascimento estadunidense, e conseguiu a sua “guarda”. É triste, e dói reconhecer: continuamos a nos tratar como coisas, propriedade uns dos outros, material a ser contabilizado antes de ser considerado como possibilidade imanente de liberdade.
Ser professor é procurar enxergar no aluno a força interior que o instiga, o que o leva adiante, o que o faz acreditar que vale a pena viver da palavra, da notícia, da informação, do contato com tanta gente, gente com histórias tão surpreendentes. O aluno é a razão de ser do professor. O resto não importa. Respeitar o aluno – sua história, seu modo de encarar o futuro – é tudo. O aluno não pertence ao professor. Antes, o contrário.
Infelizmente, temos visto turmas e mais turmas feridas pelas "desilusões perdidas", desilusões dos outros, em ambientes que não cultivam o orgulho próprio, que não cultivam a confiança na enorme diferença que uma história bem contada pode fazer no destino de uma pessoa, de uma comunidade, de um país.
Foi interessante saber que no início o cinema italiano (junto com o francês) era o mais visto do mundo. E eu suspeito que na verdade eles ainda não perderam este posto. Se tomarmos como referência toda a influência da cultura italiana para a 7ª arte, como também a competência dos diversos profissionais do setor que trabalham em seu país ou/e pro cinema de Hollywood, teremos que admitir a permanência desta “supremacia itálica”, se não em números, pelo menos em parâmetros estéticos.
Grandes filmes e profissionais italianos foram responsáveis cruciais pela consolidação do cinema como o principal meio de entretenimento do século XX. Frederico Fellini, Bernardo Bertolucci, Dario Argento, Roberto Rosselini, Ettore Scola, Sergio Leone, os irmãos Tavianni, Visconti, Antonioni, e todo o pessoal do realismo; mas principalmente – por causa do aporte econômico mais consistente e, os profissionais italoamericanos, como Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, Brian de Palma e outros, que com suas obras emocionaram públicos das mais diversas nacionalidades, tornando obras como 8 e 1/5, O último imperador, Suspiria, Ladrões de Bicicleta, Feios Sujos e Malvados, Era Uma Vez na América, Cinema Paradiso, Blow-Up, O Poderoso Chefão, Os Bons Companheiros, Vestida para Matar em referências audiovisuais de influência para todas as mídias atuais e vindouras.
Há algo na obra destes filhos da mama que nos toca profundamente, diferente de outras escolas estéticas o que se sobressai dos filmes deles é algo ambíguo, uma proximidade afetiva intensa, delicada e ao mesmo tempo uma capacidade de criar enredos e/ou desenvolve-los de um modo que criamos empatia com os mais monstruosos protagonistas: nós nos compadecemos com o drama da família Corleone, e nem nos importamos com as vilanias que eles cometem; nós choramos a perda do amigo de um dos bons companheiros, apesar que este que fora morto ter matado e violentado muitos com crueldade ímpar; nós ficamos perplexo com a poesia latente da favela onde feios, sujos e malvados tentam se manter mal e porcamente, ludibriando e extorquindo uns aos outros; nós aprovamos o roubo da bicicleta e torcemos pelo pai-de-família tentando recuperar a ferramenta de trabalho e a sua dignidade diante do filho. Em todas estas grandes obras uma aura poética pela inevitabilidade e conseqüências da tragédia, que certamente deve ser uma herança da dramaturgia grega, que fora sabiamente assimilada pelo império romano naqueles tempos remotos e que até hoje é bem trabalhada pela cultura do povo da velha bota, e que nos serve para nos comover e perceber a sabedoria daquele ditado popular: quem ver cara não ver coração. Também no cinema as aparências enganam.
Ele até tentou, ele até treinou: por diversas vezes nos dias e noites anteriores ficou saltando da cadeira, mas naqueles momentos de treinamento ele não havia ainda armado o cadafalso. Agora, tendo a corda diante de si, não é tão simples quanto pular, é preciso coragem para pôr a cabeça na forca e para a morte saltar.
Ele constata que até para cometer suicídio é necessário um mínimo de bravura, mas bravura foi o que lhe faltou durante toda a sua vida, e bravura lhe falta outra vez, nesta hora, a hora de transgredir, a hora de executar… de se matar.
Ele pensa em pedir ajuda, mas sente vergonha só em pensar como os outros poderão julgá-lo após saberem que sua vida foi um fiasco, e que até para se suicidar, ajuda de terceiros ele precisa para dar o último passo. Ele desiste, não vai pedir auxílio. Só lhe resta o desespero de sentar-se na cadeira, curvar o corpo e chorar.
Peço à musa do improviso Que me dê inspiração, Ciência e sabedoria, Inteligência e razão, Peço que Deus que me proteja Para falar de uma igreja Que comete aberração.
II
Pelas fogueiras que arderam No tempo da Inquisição, Pelas mulheres queimadas Sem apelo ou compaixão, Pensava que o Vaticano Tinha mudado de plano, Abolido a excomunhão.
III
Mas o bispo Dom José, Um homem conservador, Tratou com impiedade A vítima de um estuprador, Massacrada e abusada, Sofrida e violentada, Sem futuro e sem amor.
IV
Depois que houve o estupro, A menina engravidou. Ela só tem nove anos, A Justiça autorizou Que a criança abortasse Antes que a vida brotasse Um fruto do desamor.
V
O aborto, já previsto Na nossa legislação, Teve o apoio declarado Do ministro Temporão, Que é médico bom e zeloso, E mostrou ser corajoso Ao enfrentar a questão.
VI
Além de excomungar O ministro Temporão, Dom José excomungou Da menina, sem razão, A mãe, a vó e a tia E se brincar puniria Até a quarta geração.
VII
É esquisito que a igreja, Que tanto prega o perdão, Resolva excomungar médicos Que cumpriram sua missão E num beco sem saída Livraram uma pobre vida Do fel da desilusão.
VIII
Mas o mundo está virado E cheio de desatinos: Missa virou presepada, Tem dança até do pepino, Padre que usa bermuda, Deixando mulher buchuda E bolindo com os meninos.
IX
Milhões morrendo de Aids: É grande a devastação, Mas a igreja acha bom Furunfar sem proteção E o padre prega na missa Que camisinha na lingüiça É uma coisa do Cão.
X
E esta quem me contou Foi Lima do Camarão: Dom José excomungou A equipe de plantão, A família da menina E o ministro Temporão, Mas para o estuprador, Que por certo perdoou, O arcebispo reservou A vaga de sacristão.
Palavras inocentes? Não existem. Escolhas implicam juízos. Muitas reforçam preconceitos. A jornalista inglesa Mona Baker, do Translator, analisou vocábulos empregados na cobertura do conflito Israel X Gaza. Provou que a mídia que se diz imparcial é pra lá de parcial. Vale ler o texto.
Doze regras de redação da mídia internacional quando o assunto é Oriente Médio
1) No Oriente Médio são sempre os árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Essa defesa chama-se "represália".
2) Os árabes, palestinos ou libaneses não têm o direito de matar civis. Isso se chama "terrorismo''.
3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama ''legítima defesa''.
4) Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama ''reação da comunidade internacional''.
5) Os palestinos e os libaneses não têm o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isso se chama ''sequestro de pessoas indefesas''.
6) Israel tem o direito de sequestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente são mais de 10 mil, 300 dos quais são crianças e 1.000 são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter sequestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isso se chama ''prisão de terroristas''.
7) Quando se menciona a palavra Hezbollah, é obrigatória a mesma frase conter a expressão ''apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã''.
8) Quando se menciona Israel, é proibida qualquer menção à expressão ''apoiada e financiada pelos EUA''. Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.
9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões ''territórios ocupados'', ''resoluções da ONU'', ''violações dos direitos humanos'' ou ''Convenção de Genebra''.
10) Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre ''covardes'', que se escondem entre a população civil, que ''não os quer''. Se eles dormem em casa, com a família, a isso se dá o nome de ''covardia''. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama "ação cirúrgica de alta precisão''.
11) Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apoiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama ''neutralidade jornalística''.
12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são ''terroristas antissemitas de alta periculosidade''.
1.Ocorreu um surto de dignidade na humanidade, se espalhou de maneira incontrolável, os governantes nada puderam fazer, os lideres religiosos apenas aumentaram o seu discurso apocalíptico e arrebanharam umas centenas de idiotas seguidores e foram para as florestas rezar, o sistema financeiro parou e a banca caiu fora com os depósitos dos idiotas que acumulavam, os donos das corporações recorreram aos maiores publicitários e marketeiros do mundo, mas nenhuma idéia de acomodamento funcionou, mesmo se gastando milhões para o lançamento da campanha em escala global, o efeito foi de uma marolinha. Era o surto de liberdade humana plena e não-retornável a condição de escrava que até a pouco tempo imperava. Ninguém mais se submete a nada, a inteligência veio para ficar nas mentes e corações humanas de todo o planeta de maneira definitiva e irrefreável. Agora apenas a criatividade e a liberdade dos indivíduos é o que determina a lei.
Eu lembro bem daquele domingo de fórmula 1 de 2002. Ele estava em primeiro lugar, atrás – e bem atrás, vinha o já 4 vezes campeão Michael Schumacher, numa segunda posição que lhe daria a possibilidade de continuar lutando pelo título daquele ano, que aliás ele conquistou.
E já estava o comentarista da TV globo se preparando pra gritar “...E vence Rubinho”, na ultima volta, no dia das mães, quando de repente percebe-se que o carro está lento, lento na ultima volta, com a música do Sena já tocando, e o "imponderável" acontece: Schumacher ultrapassa Rubinho após ele sair da frente pro outro passar, na ultima curva, e eis que vence aquele grande prêmio de fórmula 1 o alemão, com o Rubinho chegando em segundo lugar após liderar quase toda a prova.
O comentarista ficou espantado, num sabia o que dizia - se sim se não, se não sesim, pois foi na ultima curva, pegando-o... digamos assim: “desprevenido”. E toda a torcida brasileira que já estava comemorando ficou de queixo caído com aquela sacanagem anti-desportiva, talvez a maior da historia (até provarem que o título da Argentina em 1978 e o da França em 1998 não foram “cartas marcadas”).
Eu mesmo fiquei perplexo. Acompanhava o evento num clube, por uma TV colocada próxima a churrasqueira, com todo mundo se divertindo, biritando e comendo churrasco e achando o máximo aquela que vinha sendo uma ótima corrida do piloto brasileiro. Mas então veio aquele balde de água fria e ele, docilmente, obedecendo ao chefe (ah esta coja de gente obediente que deixa o mundo tão feio!), deixa o alemão passar e fica em segundo lugar, deixa de vencer para obedecer uma ordem estapafúrdia, pois o piloto alemão já estava bem a frente do segundo colocado na classificação geral da competição de pilotos daquele campeonato, e conquistou o título daquele ano com uma folga enorme, do qual os 2 pontos que ele ganhou a mais pela aquela cagada antidesportiva num acrescentou em nada, pelo contrário, sujou para sempre a sua carreira e a da FERRARI. Mas mesmo assim, o maior culpado por toda aquele decepção foi o próprio Rubinho Barrichelo.
Ora, ele poderia ter ignorado a ordem, afinal de contas ele é um piloto de fórmula 1 e o que um piloto durante uma corrida faz é essencialmente procurar vencer o grande prêmio, ou não? Ou o importante é competir bem durante todas as voltas do circuito para vim outro que – de bandeixa, recebe a posição do competidor que seria o vencedor na última curva? mas não, o rubinho deixou o outro passar por obediência às ordens estratégicas vindas da direção da equipe... que bosta! Isso não é esporte!!!
Aquela ação do rubinho manchou para sempre a sua carreira, mas isso pode ser esquecido se nesta sua última disputa (ninguém mais quer o veterano) ele... lembrem-se: outra vez a decisão é todinha dele. A ação vergonhosa daquele dia das mães de 2002 pode ser esquecido se ele, observando os apelos da torcida brasileira e para o bem da nação (é piegas, mas todo apelo é válido neste momento, ele precisa saber que estamos todos unidos neste prosaico dia dos finados) bater no Hamilton, tirando-o fora da corrida, impossibilitando o piloto inglês de marcar sequer 1 pontinho, e o título vá para o Felipe Massa, um sujeito que – até onde eu sei, tem um pouco de dignidade competitiva, desportiva, e por isso merece ser ele o primeiro piloto brasileiro de fórmula 1 campeão do mundo após o inigualável - esse sim ídolo, Airton Senna.
No final o representante da União KLatina agradeceu a todos e disse que tais eventos é prioridade para o apoio da organização, pois o cinema é a forma mais abrangente de se chegar a variedade de povos que compõem os países de língua latina, segundo palavras dele.
Este de camisa branco sorridente é o Flavio, que é sócio de uma produtora de animação em Montevidéo, local que visitamos no terceiro dia do evento. Uma puta estrutura, fazem off-shore para a Noruega, coisas assim... E ganhou o prêmio de menção especial na área de animação, como não poderia deixar de ser.
O de camisa verde prestes a beijar o coordenador geral do Festival - o Ricardo, ganhou como o melhor documentário. Trata-se de uma pessoas que nasceu na prisão pelo fato de sua mãe estar presa por conta da ditadura uruguaia. Ele foi criado pela avó e tem remorsos do pai - que pelo o que entendi nos bastidores abandonou a família. O projeto dele é contar esta historia. nOSSA professora - a Assunção, disse que era a única unanimidade entre os professores, o prêmio para o projeto dele foi considerado imbatível.
Bem... certamente o tema da ditadura tem muuuuuuuuuuuuuito significado para a maioria das pessoas que organizam estes eventos. E acho que este tema será relevante por pelo menos uns 5 anos, até que outra geração venha com outras propostgas e miradas... hehehehe!
Guzman Fernandez da EGEDA, uma espécie de ECAD dos produtores audiovisuais latinos e da Espanha. Estavam a acabar de inaugurar o escritório de arrecadação no Uruguai, e fiquei sabendo que eles tem dificuldades de entrar no Brasil, por causa da língua.
O negócio é tao bagunçado que no meio da sessao vc escuta uns estouro muito doido! E a tela apaga, vc pensa que faz parte da estética do filme, que nada... fou porque acionaram o blackout do jogo de luzes da boyate. É mole?!...
E depois dizem que brasileiro é que é desleixado, deixa tudo pra última hora, etc, aqui o negócio ta pra lá de bagdá. De todas as sessoes que assisti num teve uma que nao houvesse interrupçao.
O local é uma discoteca mesmo, daqui a uns 10 dias começa a alta temporária neste balneário, e a turistada quer é dançar. Ora porra de cinema!...
E ela parece ter lutado na guerra sandinista de "libertaçao" contra o "império dos EUA" nas décadas de 70 e 80 do século pàssado.
TAva lá apresentando seu filme que ñao passa da busca dela por duas personagens nicaraguenses que na época dos conflitos fizeram um depoimento no qual resitam um poema em vestes militares. Poesia barata.
O Documentario fica no lugar comum de entrevistar personagens significativos do conflito e outros nem tanto. Depende da performance de um deles para masntermos o interesse. Em alguns casos funciona, mas nem todo mundo está sempre em um dia bom, entao-se...
É, o lance é que é muito mais fácil fazer um filme sobre os distantes e derrotados, estando na Alemanha, que se recente - desde a 2ª guerra mundial, de ser tambem um derrotado.
O mais engraçado é que no final uns estudantes argentinos foram até ela e a mesma se recusou a receber a rapaziada. Eles ficaram todos sem graça, muito cômico.
Esta placa foi colocada pela produçao do filme Myami Vice - certamente a pedido do prefeito da localidade. Aí havia a casa de uma das personagens, a casa de veraneio da madame. Nunca vi o filme e ñao tenho a mínima vontade de ver este tipo de produçao. Mas pelo menos sei de alguma coisa a respeito das Filmi comissions dos estados brasileiros: sao muito incompetentes. Como podem a produçao de um filme dfe praia dispensar as praias brasileiras pra vim filmar num lugar a esmo como este? Ridículo!
Dizem que foi o maior evento do Uruguai neste ano, as filmagens deste triller hollywdyano neste balneário.
Este é Marcelo, boliviano que tem um projeto de filme em ficçao de estilo intimista. Parece está muito feliz por estar participando deste seminário-taller Produción Executiva.